domingo, 12 de abril de 2009

Soneto de Separação

Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

4 comentários:

Um observador disse...

De repente, não mais que de
repente
Você se fez presente
Nesse universo de ausentes
Não mais que de repente
Você emerge, presente

ROSANE disse...

É bom saber que estou presente, neste nosso universo de ausentes!

Lidia disse...

Sempre, de algum modo, estamos presentes... ainda que pareçamos ausentes!

Rosane Schwanka disse...

Lídia, essa é para refletir!!!
Abraços!

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